Formação da Literatura Brasileira
- 9 de nov. de 2017
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1. Introdução
A literatura brasileira conta com mais de quinhentos anos de história, as primeiras manifestações da literatura brasileira foram fortemente marcadas pelo modelo literário de Portugal, já que nossos primeiros escritores ou eram portugueses de nascimento ou brasileiros com formação universitária em Portugal. Sendo assim, é importante conhecer também a literatura portuguesa para que possamos entender o modelo que serviu de referência para a construção de nossa literatura. Por terem sido tão influenciados pelo cânone lusitano, muitos autores preferem referir-se aos textos produzidos nessa época como “manifestações literárias” ou até mesmo como “ecos da literatura no Brasil”. Isso mudou apenas na segunda metade do século XVIII, quando surgiram os primeiros escritores brasileiros comprometidos com as causas políticas nacionais, importante condição para a formação de uma literatura genuinamente brasileira. Sobre os jesuítas, ao mesmo tempo em que atuavam junto aos nativos, os jesuítas foram responsáveis pela fundação das primeiras instituições de ensino do Brasil Colonial. Os principais centros de exploração colonial contavam com colégios administrados dentro da colônia. Dessa forma, todo acesso ao conhecimento laico da época era controlado pela Igreja. A ação da Igreja na educação foi de grande importância para compreensão dos traços da nossa cultura: o grande respaldo dado às escolas comandadas por denominações religiosas e a predominância da fé católica em nosso país.
2. Quinhentismo- autores dessa época
O movimento quinhentista teve início no século XVI e assim foi intitulado porque suas expressões literárias principiaram no ano de 1500, período em que o Brasil foi colonizado pelos portugueses. A literatura nacional não tinha ainda uma face própria, pois esta foi configurada sob a ascendência literária de Portugal e do continente europeu em geral. Porém, com o transcorrer do tempo, as obras literárias de cunho noticioso e as produzidas pelos jesuítas foram cedendo espaço para as manifestações dos criadores brasileiros. Neste momento histórico os europeus vivenciavam o Renascimento, enquanto o intercâmbio comercial despertava, e a saída em massa do campo resultava no desenvolvimento das cidades. A carta de Pero Vaz de Caminha reflete uma tendência no Brasil, a divisão entre o caráter informativo da literatura, que destaca a tomada das terras e as peripécias nos mares, e os valores religiosos dos jesuítas, na narrativa sobre a propagação da doutrina cristã.
3. Ilustrações

Arcadismo

Trata-se ainda de um assunto citado no Quinhentismo, o descobrimento do Brasil.

Romantismo
B. Os autóctones
São designados como povos aborígenes, autóctones, nativos, ou indígenas aqueles que viviam numa área geográfica antes da sua colonização por outro povo ou que, após a colonização, não se identificam com o povo que os coloniza. A expressão povo indígena, literalmente "originário de determinado país, região ou localidade; nativo", é muito ampla, abrange povos muito diferentes espalhados por todo o mundo. Em comum, têm o fato de que cada um se identifica com uma comunidade própria, diferente acima de tudo da cultura do colonizador.
C- José de Anchieta
Padre José de Anchieta foi um padre jesuíta espanhol que atuou na catequização de índios e evangelização no Brasil durante a segunda metade do século XVI. Foi também teatrólogo, historiador e poeta. Em 3 de abril de 2014, o papa Francisco oficializou a canonização de José de Anchieta. Ele é o terceiro santo brasileiro da Igreja Católica, passando a ser chamado de São José de Anchieta.
Principais obras
- "Poema à Virgem" - "Os feitos de Mem de Sá" - "Arte e Gramática da língua mais usada na costa do Brasil" - "A Cartilha dos Nativos" (Gramática tupi-guarani) - "Carta da Companhia"
Principais realizações
- Catequizou índios brasileiros no século XVI, na região da atual cidade de São Paulo. - Foi um dos fundadores da cidade de São Paulo. - Participou da fundação do Colégio de São Paulo. - Defendeu os índios brasileiros das tentativas de escravização por parte dos colonizadores portugueses. - Lutou ao lado dos portugueses contra os franceses estabelecidos na França Antártica. - Dirigiu o Colégio dos Jesuítas, no Rio de Janeiro, entre os anos de 1570 e 1573.
- Foi nomeado, em 1577, Provincial da Companhia de Jesus no Brasil.
Trechos da carta de caminha:
Trecho 1
A pele deles é parda e um pouco avermelhada. Têm rostos e narizes bem feitos. Andam nus, sem cobertura alguma. Nem se preocupam em cobrir ou deixar de cobrir suas vergonhas mais do se que preocupariam em mostrar o rosto. E a esse respeito são bastante inocentes. Ambos traziam o lábio inferior furado e metido nele um osso verdadeiro, de comprimento de uma mão travessa, e da grossura de um fuso de algodão, fino na ponta como um furador. (…)
Os cabelos deles são lisos. E os usavam cortados e raspados até acima das orelhas. E um deles trazia como uma cabeleira feita de penas amarelas que lhe cobria toda a cabeça até a nuca (…).
Parece-me gente de tal inocência que, se nós entendêssemos a sua fala e eles a nossa, eles se tornaria, logo cristãos, visto que não aparentam ter nem conhecer crença alguma. Portanto, se os degredados que vão ficar aqui aprenderem bem a sua fala e só entenderem, não duvido que eles, de acordo com a santa intenção de Vossa Alteza, se tornem cristãos e passem a crer na nossa santa fé. Isso há de agradar a Nosso Senhor, porque certamente essa gente é boa e de bela simplicidade. E poderá ser facilmente impressa neles qualquer marca que lhes quiserem dar, já que Nosso Senhor lhes deu bons corpos e bons rostos, como a bons homens. E creio que não foi sem razão o fato de Ele nos ter trazido até aqui.
Trecho 2
Esta terra, Senhor, parece-me que, da ponta mais ao Sul até a outra ponta ao Norte, do que nós pudemos observar deste porto, é tão grande que deve ter bem ou vinte e cinco léguas de costa. Ao longo do mar, têm, em algumas partes, grandes barreiras, uma vermelhas e outras brancas; e a terra é toda chã e muito formosa. O sertão nos pareceu, visto do mar, muito grande; porque a estender os olhos não podíamos ver senão terra e arvoredos – terra que nos parecia muito extensa.
Até agora não pudemos saber se há ouro ou prata nela, ou outra coisa de metal, ou ferro; nem os vimos. Contudo, a terra em si é de bom clima, fresco e temperado, como os de Entre-D’Ouro-E-Minho, nesta época do ano. As águas são muitas; infinitas. De tal maneira é graciosa que, querendo-a aproveitar, dar-se-á nela tudo, por causa das águas que tem!
Importância histórica
Tem a importância de ser o registro documental do descobrimento ou da entrada do Brasil na história universal, constituindo uma espécie de certidão de nascimento do nosso país.
Além disso, a grande riqueza de detalhes e as impressões do autor sobre aquilo que via dão ao relato vida e uma grande dimensão humana, Caminha acompanha não somente as ações do índios e europeus, mas também as reações e atitudes, assim, por meio da sua narrativa o leitor parece entrar numa máquina do tempo e presenciar o momento em que portugueses e índios se encontraram no litoral baiano, quinhentos anos atrás.
Ana Paula P. Nº2
Felipe augusto Nº10
:)

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